sexta-feira, 10 de abril de 2009
A primeira vez a gente nunca esquece
Guardo perfeitamente a primeira vez que peguei a minha filha no colo. Naquele momento aconteceu algo estranho. Parece que o tempo parou e que no mundo só nós dois existíamos. Pequena, com aquela carinha amassada, feia ( só mãe mesmo para achar recém nascido lindo), mas minha. Não minha, no sentido de posse, mas minha criação. Naquele momento eu entendi finalmente tudo o que aprendi sobre religião. Senti o poder da criação. Que super milagre é esse. De um momento de prazer, amor, energia, um serzinho. Senti-me meio Deus. Senti-me tocado por Deus. Talvez more ai a nossa grande semelhança. Somos também capazes de criar, alguém nossa própria imagem. Gostei tanto da experiência de ter uma obra minha nos braços que resolvi repetir a dose mais três vezes. E todas elas foram divinas. Sem contar com duas tentativas frustradas, que também tiveram sua dose de aprendizado e amor. Mas isso é para outro post.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Open Blog
Há quase dois meses eu criei este blog com o intuito de postar as emoções de ser pai, do ser pai.
Não tenho a menor pretensão de ensinar como ser pai, pois esta é uma tarefa árdua e muito dura. Tenho aprendido a cada dia que educar, ensinar e orientar nas doses certas é muito difícil. Manter o equilíbrio diante desses pequenos seres iluminados às vezes é tarefa das mais complexas que demanda entrega, amor e um paciência maior que nossas forças podem produzir. Portanto não sabia como começar. Afinal como começar o meu blog sobre a arte de ser pai? No dia 06 de abril, segunda-feira passada (hoje é dia 09/04/2009) minha filha mais velha completou 16 anos. Nesse dia, ao vê-la, inspirei-me. Ou melhor, ela inspirou-me. Vendo aquele “mulherão” relembrei os últimos anos, e entendi que exerço essa função há exatos 16 anos. Nós não contamos o tempo de ser pai. Contamos o tempo de trabalho para aposentar-nos, o tempo que iremos cursar aquela universidade (quatro anos, cinco anos), o tempo que passamos juntos dos nossos cônjuges (bodas de prata, ouro, diamante), mas não contamos o tempo de exercer o papel de pai. No dia dos pais somos celebrados mas nunca vi ninguém assoprar uma velinha com o tempo de “carreira”. Não sei você, mas eu entendi que não fazemos isso, pois o tempo de ser pai é tão rápido, tão doido, tão veloz e alucinado, que não precisamos e nem devemos. É isso ai.
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