Sempre nutri o desejo de ter um filho no ano 2000. Tenho uma paixão (talvez mania) por datas e pelo controle do tempo (calendários). Portanto ter um filho no ano 2000, seria muito interessante. Nada esotérico. Puramente numérico. Qdo era jovem imaginava que uma criança que nascesse no ano de 2000, teria 1 ano em 2001, 2 anos em 2002, 20 anos em 2020 e por ai vai. Exato. Redondo. Matemático. Não imaginava que viesse a acontecer. Meus filhos mais velhos nasceram na década de 90. E nem passava pela minha cabeça que a vida mudaria de rumo e eu viria a ter mais dois filhos. Para minha felicidade e espanto o Jay nasceu em 2000. Em maio. Ou seja no meio do ano. Mais 2000 que isso impossível. Puxa! Agradeci mais uma vez o presentão da vida. Além de ter mais um filhinho... um filhinho nascido em 2000. Amém. Mas não fomos só nós que tivemos essa honra :). Na escolinha do João conhecemos um grupo de pais que também tiveram o privilégio de ter filhos nascidos em 2000. E com alguns houve uma empatia tamanha, que formamos um grupo. Um grupo de pais, cuja amizade iniciou-se nas reuniões de escola, nas festinhas de aniversários, nos encontros dominicais no clube e cristalizou-se de tal forma que hoje, mantemnos laços fortíssimos de amizade. Nas nossas diferenças, nas nossas convicções, estamos juntos e compartilhamos momentos muito agradáveis de lazer e troca de experiências de como educar, de como passar por determinados problemas. Há uma diversidade. E descobri, como é bom que haja essa pluralidade. Aceitar ou não aceitar as idéias não vem ao caso. Ouvir e respeitar, isso é que torna rica a relação. Esses momentos nos levam a uma intimidade e liberdade, onde confiamos nossos pequenos ao outro com total e absoluta confiança. Na minha cabeça, e somente na minha cabeça, esse grupo é denominado de Pais 2000. Ok... apresentado o grupo. Nos próximos posts falarei um pouquinho sobre cada um dos integrantes. Só coisas positivas, prometo hehehe!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Mentirinhas
Ensinamos aos nossos pimpolhos que eles nuncam devem mentir. Eu sempre digo aos meus, que sempre digam a verdade. Diante da verdade, por mais dura que seja a situação, eu estarei ao lado deles. Já na mentira.!.?.! Nat e Nan dizem sempre a verdade. Nota vermelha? Ligam da escola imediatamente pra contar e se livrarem logo do peso. Há uma bronquinha, como não podia deixar de ser. Mas inicia-se ai o processo de ajuda. Ajuda pra estudar. Aula particular. Ou seja lá o que for necessário. Pronto! Não houve a necessidade da mentira. O problema foi solucinado prontamente. Instaura-se a paz e a harmonia. Diante de uma mentira instala-se o caos. Mostrei isso a eles. Administrar uma mentira é difícil e desgastante, muito mais que assumir a verdade. Assumir um erro muitas vezes já enobrece a burrada feita. E venhamos e convenhamos, todos nós erramos. Mesmo na qualidade de pais, educadores, sabedores de todos os segredos do universo (ao olhar dos pimpolhos ao menos) somos passíveis de erro. Omissão então... nem se fale. Pois bem, mas toda essa reflexão veio da historinha sobre Papai Noel que eu vou contar hoje. Como o Natal está chegando acho que vale aqui um "causo" do Jay. Para ilustrar melhor vou transcrever alguns diálogos compilando alguns trechos para que a idéia das "mentirinhas" tenham sentido. Vamos a ela:
Jay (8 anos): Pai...
Eu (44 anos): Humm...
Jay: Hoje na escola a professora perguntou quem acreditava em Papai Noel e somente eu levantei a mão.
Eu: Putz Jay ! Seus colegas nunca viram o Papai Noel? Que pena! Eles devem ser muito mal-criados mesmo. Papai Noel só aparece pra quem é educado e obediente. (ai meu Deus!)
Jay: Eu fiquei um pouco envergonhado...
Eu: Ora... mas por quê?
Jay: Eu acho que o Papai Noel não existe. Pai; Papai Noel não existe né?
Eu: (Glup... engolindo seco)... veja bem Jay... eu já vi o Papai Noel, portanto pra mim ele existe. Mas para muitos que só acreditam vendo, e que nunca viram o Papai Noel de verdade, ele não existe.
Jay: Mas você viu né?
Eu: Claro... aos 7 anos. Certo que estava escuro, e fiquei olhando pelo buraquinho da fechadura. Mas juro que vi. Eu vi.
Jay: Pai... não existe né?
Eu: Ok! Não existe... tudo o que fazemos no Natal é para manter para você e sua irmã a Magia do Natal.
Jay: Eu já desconfiava.
Eu: Jay... imagine como foi dificil para nós mantermos essa história pra vocês. Os sininhos tocando na noite de natal... o chapeuzinho dele aparecendo nas janelas... o Papai Noel que veio em casa.. tudo isso faz parte de uma tradição da nossa família. É legal não é?
Jay: É... (pensativo)
Jay: Pai, vocês mentiam pra mim?
Eu: Nããããããããoooooo... não mentimos pra você. Apenas mantínhamos para você e sua irmã, a história de Papai Noel.
Jay: Mas se ele não existe... vocês mentiram...
Eu: (totalmente sem graça) Pois é... mentimos...
Jay: Mas você sempre diz que não devemos mentir.
Eu: Mas uma mentirinha como essa pode.... (ai meu Deus!)
Jay: Mas eu fiquei anos acreditando nessa mentirinha... portanto é uma mentirona...
Eu: Mas foi uma mentirinha que não trouxe prejuizo a ninguém...
Jay: Trouxe sim...trouxe a mim... eu passei vergonha na escola, por uma mentira de vocês...
Eu: Desculpe-me Jay...
Jay: Ok... não esquenta!
Eu: Mas é legal né? Fala a verdade...
Jay: Sim...
Eu: Imagine quando for com os seus filhos? Vamos fazer o mesmo, assim como o seu avô faz com você (um dia eu conto sobre a tradição de Natal na nossa casa, criada obviamente, pelo Dja)
Jay: Não sei se eu quero mentir pra eles...
Eu: Ok! Vamos esperar até lá então....
Ele se retirou. Meio triste. Cabecinha baixa.
Eu: Jayyy......
Jay: Oi...
Eu: Aproveitando... sabe as pegadinhas do coelhinho da Páscoa?????
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Sensações: Frio na Barriga
Jay passou por uma grande experiência. Talvez a maior de todas as experiências pela qual todos passamos ao menos uma vez na vida. Ele sentiu o friozinho na barriga do primeiro beijo na menina "amada". Estava todo feliz. E as mudanças começaram imediatamente. Periodicamente ele examinava o "hálito". Pensar que até a manhã do sábado (03/10/09), dia do ocorrido, ele saia sem escolvar os dentes. Lembro-me muito bem dos meus frios na barriga. Maravilhosos. Por motivos importantes. Por motivos fúteis. Mas todos maravilhosos. Pena que hoje quase nada me cause essa sensação, na verdade, ela foi sendo substituida por outras tão boas quanto. Quando vejo a Vic, por exemplo, sinto o coração pular. Não sei bem porque mas pula. A amizade "confortável" e reconfortante da Nat e do Nan é quente e colorida. Sabe quando a vida está pálida e fria? Pois então... a dupla de Ns tem o poder de transformar tudo em cores vibrantes e esquentar a vida. Como? Com bom humor, risos altos, gestos fartos. Quer coisa melhor? Talvez, e somente, o friozinho na barriga, do primeiro beijo na pessoa amada.
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