segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mentirinhas

Ensinamos aos nossos pimpolhos que eles nuncam devem mentir. Eu sempre digo aos meus, que sempre digam a verdade. Diante da verdade, por mais dura que seja a situação, eu estarei ao lado deles. Já na mentira.!.?.! Nat e Nan dizem sempre a verdade. Nota vermelha? Ligam da escola imediatamente pra contar e se livrarem logo do peso. Há uma bronquinha, como não podia deixar de ser. Mas inicia-se ai o processo de ajuda. Ajuda pra estudar. Aula particular. Ou seja lá o que for necessário. Pronto! Não houve a necessidade da mentira. O problema foi solucinado prontamente. Instaura-se a paz e a harmonia. Diante de uma mentira instala-se o caos. Mostrei isso a eles. Administrar uma mentira é difícil e desgastante, muito mais que assumir a verdade. Assumir um erro muitas vezes já enobrece a burrada feita. E venhamos e convenhamos, todos nós erramos. Mesmo na qualidade de pais, educadores, sabedores de todos os segredos do universo (ao olhar dos pimpolhos ao menos) somos passíveis de erro. Omissão então... nem se fale. Pois bem, mas toda essa reflexão veio da historinha sobre Papai Noel que eu vou contar hoje. Como o Natal está chegando acho que vale aqui um "causo" do Jay. Para ilustrar melhor vou transcrever alguns diálogos compilando alguns trechos para que a idéia das "mentirinhas" tenham sentido. Vamos a ela:
Jay (8 anos): Pai...
Eu (44 anos): Humm...
Jay: Hoje na escola a professora perguntou quem acreditava em Papai Noel e somente eu levantei a mão.
Eu: Putz Jay ! Seus colegas nunca viram o Papai Noel? Que pena! Eles devem ser muito mal-criados mesmo. Papai Noel só aparece pra quem é educado e obediente. (ai meu Deus!)
Jay: Eu fiquei um pouco envergonhado...
Eu: Ora... mas por quê?
Jay: Eu acho que o Papai Noel não existe. Pai; Papai Noel não existe né?
Eu: (Glup... engolindo seco)... veja bem Jay... eu já vi o Papai Noel, portanto pra mim ele existe. Mas para muitos que só acreditam vendo, e que nunca viram o Papai Noel de verdade, ele não existe.
Jay: Mas você viu né?
Eu: Claro... aos 7 anos. Certo que estava escuro, e fiquei olhando pelo buraquinho da fechadura. Mas juro que vi. Eu vi.
Jay: Pai... não existe né?
Eu: Ok! Não existe... tudo o que fazemos no Natal é para manter para você e sua irmã a Magia do Natal.
Jay: Eu já desconfiava.
Eu: Jay... imagine como foi dificil para nós mantermos essa história pra vocês. Os sininhos tocando na noite de natal... o chapeuzinho dele aparecendo nas janelas... o Papai Noel que veio em casa.. tudo isso faz parte de uma tradição da nossa família. É legal não é?
Jay: É... (pensativo)
Jay: Pai, vocês mentiam pra mim?
Eu: Nããããããããoooooo... não mentimos pra você. Apenas mantínhamos para você e sua irmã, a história de Papai Noel.
Jay: Mas se ele não existe... vocês mentiram...
Eu: (totalmente sem graça) Pois é... mentimos...
Jay: Mas você sempre diz que não devemos mentir.
Eu: Mas uma mentirinha como essa pode.... (ai meu Deus!)
Jay: Mas eu fiquei anos acreditando nessa mentirinha... portanto é uma mentirona...
Eu: Mas foi uma mentirinha que não trouxe prejuizo a ninguém...
Jay: Trouxe sim...trouxe a mim... eu passei vergonha na escola, por uma mentira de vocês...
Eu: Desculpe-me Jay...
Jay: Ok... não esquenta!
Eu: Mas é legal né? Fala a verdade...
Jay: Sim...
Eu: Imagine quando for com os seus filhos? Vamos fazer o mesmo, assim como o seu avô faz com você (um dia eu conto sobre a tradição de Natal na nossa casa, criada obviamente, pelo Dja)
Jay: Não sei se eu quero mentir pra eles...
Eu: Ok! Vamos esperar até lá então....
Ele se retirou. Meio triste. Cabecinha baixa.
Eu: Jayyy......
Jay: Oi...
Eu: Aproveitando... sabe as pegadinhas do coelhinho da Páscoa?????

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sensações: Frio na Barriga

Jay passou por uma grande experiência. Talvez a maior de todas as experiências pela qual todos passamos ao menos uma vez na vida. Ele sentiu o friozinho na barriga do primeiro beijo na menina "amada". Estava todo feliz. E as mudanças começaram imediatamente. Periodicamente ele examinava o "hálito". Pensar que até a manhã do sábado (03/10/09), dia do ocorrido, ele saia sem escolvar os dentes. Lembro-me muito bem dos meus frios na barriga. Maravilhosos. Por motivos importantes. Por motivos fúteis. Mas todos maravilhosos. Pena que hoje quase nada me cause essa sensação, na verdade, ela foi sendo substituida por outras tão boas quanto. Quando vejo a Vic, por exemplo, sinto o coração pular. Não sei bem porque mas pula. A amizade "confortável" e reconfortante da Nat e do Nan é quente e colorida. Sabe quando a vida está pálida e fria? Pois então... a dupla de Ns tem o poder de transformar tudo em cores vibrantes e esquentar a vida. Como? Com bom humor, risos altos, gestos fartos. Quer coisa melhor? Talvez, e somente, o friozinho na barriga, do primeiro beijo na pessoa amada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Stress de fim de ano

Começou o stress de final de ano. Acabei de sair da reunião com as professoras do Jay. Intelectualmente ele está excelente. Já no quesito comportamento.... Continua sendo o bom e velho Jay. Terrível. Vamos arrumar. Sempre quis ter um filhinho terrível. Seja feita a sua vontade, AMÉM ! A Nat foi convidada a assessorar o jovem da escola dela que participará do "Embaixadores do Clima". Muito legal. Oito jovens do Brasil participarão desse projeto. O Den será o único aluno da rede privada de ensino. Os outros 7 são da rede pública. Um projeto que vale a pena. Envolvem os jovens a seguirem e pensarem sobre práticas efetivas no problema do aquecimento global. Pena que o terceiro setor aqui no Brasil seja essa "bagunça". A Nat continua com "probleminhas" pra resolver "problemões" de matérias exatas. Ai ! O Nan continua na "paz divina". Fazendo a parte dele. Nem mais. Nem menos. Ele é um cara EXATO (hehehe). A Vic está com uma crise forte de tosse. Chega a primavera ela fica assim. Creio que seja alergia ao polén. Precisamos fazer o teste. Portanto começo a me preparar psicologicamente para as grandes emoções que me aguardam no final de ano. Reuniões. Expectativas. Anseios. Consultas aos sites das escolas. Campeonatos finais. Festinhas. Quer saber? Nessas horas vou a la Mc Donalds: AMO MUITO TUDO ISSO!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O que eles estão aprontando

Não faço mais rascunho antes de postar aqui. Muito chato. Word (aproveitando o corretor ortográfico), lê, relê, tira, põe, revisa, pede opiniões, posta. Alguns textos, na verdade muitos, foram escritos e ficaram perdidos por ai. Sejamos mais práticos. Vamos direto ao assunto. Hoje o assunto é a evolução das crianças nesses últimos meses. Nat está indo bem. Está muito entusiasmada com a partipação no SIEM. Adorei a idéia desses simulados. Você escolhe um tema sugerido, estuda sobre os acontecimentos históricos e geográficos (só por isso eu já adorei mesmo!) e depois discute com jovens da mesma idade. Há moderadores. Não só discute como revive os acontecimentos. Treina-se a oratória (maravilhoso!). Defende-se idéias. Administra-se sentimentos e emoções. Muito bom. Nan na mesma. Cresceu muito. Está lindão. Cara de homem. A massa foi dividida pelo corpo. Deixou de ser gordinho. Está magrão. Ótimo. Jay um capítulo a parte. Está com o braço quebrado (quebrou em 11/09/09). Bolada na mão quando treinava futebol. Atendimento do clube foi muito bom. Estamos no processo de trazê-lo de volta ao convívio familiar. "Punk". Mas está sendo um aprendizado. Ser pai de filhos lindos, calmos, serenos, obedientes, estudiosos é o céu. Mas aprendemos pouco sobre este ser chamado PAI. Precisamos mesmo de um filho que seja lindo, terrível, agitado, desobediente, inteligente porém indisciplinado, mal educado e sem educação pra nos dar a verdadeira dimensão de ser pai. Paciência, controle, calma, abnegação, são algumas características que mais exercitei nos últimos meses. A Vic está linda. A cada dia que passa fica com o gênio mais forte. Tem me surpreendido com as conversas. Não sei onde busca tanta informação. Mas começa as por as "garras" pra fora. Ai que medo! Charme e vaidade em forma de menina. Coisa de louco. Apesar de tudo, quando os vejo, sinto-me renovado e feliz.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Momento TWITTER

Essas meninas são impressionantes... sempre me surpreendendo. Corajosas e determinadas...

sábado, 18 de julho de 2009

Momento TWITTER

As asas deles estão ENORMES. Todos voando. A cada dia mais distantes do ninho.

Parabéns Vic

Olá. Depois de um tempo ausente, voltei. Nem vou começar com esse papo de "ai ! preciso postar...preciso escrever..." senão o blog que é prazeroso fica chatérrimo. E certamente muitas vezes as loucuras da vida não me permitirão escrever assiduamente. No stress ! Hoje vou prestar minhas homenagens a Vic. Ela acabou de completar 5 anos. Puxa vida! Como o tempo passa rápido. Há exatos 5 anos estávamos passando um dos maiores sufocos dessa nossa vida permeada de "super sufocos". A Vic nasceu prematura. 6 meses. A Deb foi assolada por uma sindrome chamada Hellp Sindrome. Quase morre. Quase as duas morrem. Eu fui pra sala de parto. O Zé (médico) tirou todas as enfermeiras da sala. Pediu que ficassemos apenas eu, a esposa dele e o anestesista. Sob a mesa de parto estavam sacos com plasma e sangue. O número de glóbulos vermelhos caia assustadoramente. A Deb estava prestes a entrar num quadro de hemorragia (desculpem-me os médicos mas os termos aqui empregados foram anotados durante os procedimentos, posso estar enganado). A memória que ficou: O Zé trabalhando. Nesse dia dei valor a essa profissão maravilhosa. Ele tinha duas vidas sob sua responsabilidade. O suor pingava sobre a face. Complicação. O "saco" que envolve os orgãos internos estava preso a camada da pele. O tempo era importante. Meu coração queria sair pela boca. Olhava atentamente para as feições da esposa do Zé. O menor indício de preocupação me faria desmaiar certamente. Plácida, calma. Ok. Vamos em frente. Enfim o útero. Enfim a Vic. Pequena. Sujinha. Chorinho. Como o útero é pequeno! Pensei que fosse enorme. Conheci a Deb por dentro literalmente. UTI neonatal. Na época a UTI do Einstein foi capa da Revista Veja. (Puta coincidência). Mote da matéria: Eles não perdem bebês. (Ufa!). E não perdem mesmo. Hoje a Vic está aqui. Enorme. Linda. Mal criada. Mandona. Chatíssima. Saudável. Inteligente e perfeita. Viva o Einstein! Viva a medicina! Viva o Zé e a esposa! Viva a vida! Viva a Vic! Vida longa a Vic! Obrigado Deb! Obrigado meu Deus!